PRESO NO PARAGUAI

Defesa de Ronaldinho pede mudança para prisão domiciliar no Paraguai

Advogados querem que astro e o irmão, Assis, deixem a cadeia enquanto aguardam os próximos passos do processo por uso de documentos falsos no país

09/03/2020 12h38Atualizado há 3 semanas
Por: Portal Repercutiu
Fonte: estadão
Ronaldinho chega algemado à cadeia em Assunção Foto: Nathalia Aguilar/Efe
Ronaldinho chega algemado à cadeia em Assunção Foto: Nathalia Aguilar/Efe

Os advogados de defesa do ex-meia Ronaldinho Gaúcho entraram com um recurso na manhã desta segunda-feira no Paraguai com o pedido para que o pentacampeão mundial e o seu irmão, Assis, deixem a cadeia e passem a cumprir prisão domiciliar em Assunção. O objetivo é que ambos deixem o quanto antes a prisão e depois disso se negocie uma forma deles retornarem ao Brasil. 

A definição sobre este tema será na manhã desta terça-feira. O juiz Gustavo Amarilla e os advogados de Ronaldinho e Assis terão uma audiência. Se o intento da defesa for aceito, a dupla terá de continuar no Paraguai, mas poderá deixar a cadeia e permanecer em alguma casa na capital do país, Assunção. Depois disso, o próximo passo será tentar um novo recurso para conseguir a liberação para ambos voltarem ao Brasil.

Os dois irmãos estão presos desde sexta-feira por utilizarem documentos falsos aos entrarem no país no dia anterior para participarem de um evento. Após virarem algvo de investigação, os dois chegaram a ser inocentados, porém na sexta-feira tiveram a prisão preventiva solicitada para que o trabalho de apuração da polícia não sofresse interferência. 

No fim de semana os advogados de defesa dos dois tentaram alguns recursos, mas a juíza Clara Ruíz Díaz decidiu manter a prisão, para evitar que a dupla fugisse para o Brasil. A polícia paraguaia aguarda a apresentação da empresária Dalia López, considerada a responsável por levar Ronaldinho ao país. Dalia tem ordem de prisão emitida pelo Ministério Público local. 

Quem também está preso é o empresário brasileiro Wilmondes de Souza Lira, que também estava envolvido no convite enviado a Ronaldinho para viajar ao Paraguai. "Os irmãos têm documentos vigentes do Brasil para poder ir a qualquer parte do mundo, não necessitavam documentos paraguaios. Souza Lira entregou os documentos no Brasil, não lembro da data, mas faz 20 ou 20 dias", disse o advogado de defesa dos irmão, Adolfo Marín, ao jornal ABC Color.